Um resumo da História do Município Garcense
Em
julho de 1916 partiu do município de Campos Novos Paulista uma caravana de
aproximadamente 20 pessoas, chefiadas pelo Dr. Labieno da Costa Machado. Em
terras ainda selvagens, a comitiva se instalou às margens do Rio do Peixe. Ao
descobrir um novo afluente, mudaram o rumo, seguindo o curso do novo rio,
denominado mais tarde Ribeirão da Garça. A denominação se deu devido ao grande
número dessas aves no local.
A
terra fértil favoreceu o surgimento da primeira fazenda em 1920. Com a formação
do povoado em torno da sede da fazenda, em 4 de outubro de 1924, com a presença
de pessoas locais, Dr. Labieno fundou a cidade de Garça, então distrito de
Campos Novos.
Mas
não se deve somente a ele a fundação de Garça. A cidade se originou de dois
núcleos distintos: o primeiro formado por Labieno (Labienópolis), e o segundo
por Carlos Ferrari (Ferrarópolis).
Garça
teve a princípio o nome de INCAS, depois de ITALINA. O nome GARÇA foi inspirado
no ribeirão que nasce no seu perímetro urbano.
Garça:
disputas marcaram a criação do município
Consta
que Labieno era detentor de algumas terras nessa localidade e buscava, com a
caravana, reivindicar sua posse, demarcando o território. O curso de um novo
rio, encontrado pela caravana, foi batizado como Ribeirão da Garça, já que o
local possuía um grande número dessas aves.
Labieno
e o grupo iniciaram a demarcação do local e verificando que ali havia uma terra
fértil, não tardaram a iniciar um processo de plantio agrícola. A primeira
propriedade agrícola da região estava consolidada em 1920. Rapidamente um
povoado começou a se formar ao redor da fazenda.
Os
primeiros momentos da comunidade foram bastante inóspitos. A água tinha de ser
buscada em locais distantes e era carregada em lombos de burros. O
abastecimento de quaisquer gêneros alimentícios se fazia apenas nas cidades de
Campos Novos e Presidente Alves que ficavam a pelo menos 40 quilômetros do
local.
Labieno
da Costa Machado iniciou as obras para a implementação de uma cidade. Em 1922,
vários ranchos já estavam construídos e uma serraria era erguida. Também uma
pequena capela foi construída, em homenagem a Nossa Senhora das Vitórias. Uma
pensão, bares e outros estabelecimentos comerciais já começavam lentamente a
surgir.
A vila
ia se consolidando e levou, inicialmente, o nome de Incas. Posteriormente, o
nome foi mudado para Italina, sendo novamente alterado para Garça, em função do
Ribeirão da Garça. A primeira rua da localidade foi inaugurada em 4 de outubro
de 1924, com uma grande festa religiosa. A cidade que nascia tinha como sede o
município de Campos Novos do Paranapanema, pertencendo à comarca de Assis.
Em
1926, um nova figura surgia na história de Garça: Carlos Ferrari, um fazendeiro
que iniciava a sua produção de café no lado direito do rio do Peixe. A área
ocupada por Ferrari pertencia ao município de Cafelândia, na comarca de
Pirajuí.
Ferrari
também iniciou um programa de desenvolvimento da sua região e loteou uma gleba
de terra, vendendo as pequenas porções a preços módicos. Desse modo, a cidade
que nascia começava a se desenvolver em dois extremos. De um lado a faixa
colonizada por Labieno da Costa Machado, que recebeu o nome de Labienópolis, e
na outra faixa a parte colonizada por Carlos Ferrari, que foi batizada de
Ferrarópolis.
Com o
desenvolvimento da cidade em dois pontos distintos, não durou para que uma
forte rivalidade se desse entre Labieno e Ferrari. Fontes históricas indicam
que se um colono pertencente a Ferrarópolis atravessasse para o lado de
Labienópolis correria perigo e vice-versa.
Durante
alguns anos, as disputas entre os grupos prosseguiu e, inclusive, aumentou, com
novos proprietários buscando criar as suas próprias glebas, como foi o caso de
Antônio Carvalho de Barros, que criou o Barrópolis e Lara Campos, com a
Larópolis. As disputas não se restringiam a territórios, sendo que também a
política começou a interferir nas discussões dos grupos.
Labienópolis
tinha a sede policial do futuro município, possuindo inclusive um sub-delegado
subordinado ao delegado de Campos Novos. Ferrarópolis, Barrópolis, e Larópolis
eram apenas bairros ligados ao município de Cafelândia. Com isso, há relatos de
abuso de autoridade para com moradores que não fossem de Labienópolis.
Mesmo
com tantas rivalidades, o município de Garça foi constituído e começou a se
desenvolver, principalmente com a cultura do café. A sede, por fim, coube à
parte de Ferrarópolis, com a sede da comarca ficando em Piratininga. A
instalação do município de Garça se deu em 5 de maio de 1929, com a comarca do
município sendo efetivada em 12 de outubro de 1935.
Garça
foi, ao longo do século XX, um dos principais pólos de produção cafeeira do
Brasil. Em 21 de abril de 1962, o município viu nascer em seu território uma
das mais importantes cooperativas cafeeiras do Brasil: a Garcafé (Cooperativa
dos Cafeicultores da Região de Garça). Atuando fortemente na representação de
classe do setor cafeeiro, com líderes como Jaime Nogueira Miranda, a Garcafé
ajudou a fortalecer a imagem do município nacional e internacionalmente, como
um dos principais produtores de café do Brasil.
Desde
o começo dos anos 80 a cidade de Garça conheceu uma mudança em seu perfil
econômico. Várias indústrias de eletro-eletrônica, automação de portões e
portas e segurança eletrônica foram instaladas na cidade, gerando um importante
número de empregos e ampliando a renda local.
A
cidade hoje é reconhecida como "Pólo de Eletro-eletrônica". Conta
ainda com uma boa rede educacional, com uma faculdade pública — Fatec Garça —,
duas faculdades particulares e duas escolas técnicas vinculadas ao Centro Paulo
Souza — Etec "Monsenhor Antônio Magliano" e Escola Agrícola
"Deputado Paulo Ornellas".
A
cidade ainda é reconhecida pela tradicional Festa da Cerejeira, que envolve a
comunidade nipo-brasileira em homenagem à flor símbolo do Japão. Anualmente, a
Festa atrai mais de 100 mil pessoas ao Lago Artificial "J. K.
Williams". Neste ano, o evento será realizado nos dias 5, 6 e 7 de julho.
fonte: site pmg - Secretaria Municipal de Informação e Comunicação


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